A ética dos comitês de ética em pesquisa

“Ihh, esse comitê de ética em pesquisa implica com os projetos. Você conhece alguém de dentro do comitê para agilizar o processo? Pode prever uns 3 meses antes do parecer” “Pergunta pro fulano que já submeteu projeto lá como é” “Ahh, tal comitê de ética é tranquilo, eu conheço os… Leia mais

As Organizações Sociais na privatização da saúde, ciência e tecnologia

O cenário político atual do contexto brasileiro está cada vez mais alarmante. De uns anos para cá, não faltam notícias preocupantes no quadro nacional. Para citar algumas, podemos falar de condução coercitiva de reitores de universidades federais, criminalização e banalização de movimentos sociais (notícias sobre arquitetura do prédio e sua história ganham mais importância do que as dezenas de vidas perdidas nessa tragédia e, para além disso, a necessária reorganização do espaço humano), intervenção militar no Estado do Rio de Janeiro, reformas educacionais idealizadas por bancos internacionais e indústrias petroleiras, desmonte e privatização de órgãos públicos e, mais recentemente, uma possível audiência pública na câmara dos deputados, em Brasília, para apurar uma suposta perseguição a estudantes evangélicos nas universidades públicas (fato político construído na UFF com a parceria de neonazistas). Se o Brasil atual não é um país em estado de exceção, caminhando a passos largos ao totalitarismo, não sabemos o que é. Entretanto, devemos nos perguntar: de onde vem as motivações, incentivos e suporte (ideológicos, estruturais e financeiros) para esse desmonte do Estado brasileiro? Leia mais

A incorporação de novas práticas integrativas no SUS — A crítica para além da cientificidade

Em março de 2018 o então ministro da saúde, Ricardo Barros, anunciou um decreto que incluía 10 novas práticas integrativas e complementares (PIC) ao rol das 19 já utilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais passaram a compor a lista junto com ayurveda, homeopatia, medicina tradicional chinesa, medicina antroposófica, plantas medicinais/fitoterapia, arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa, termalismo social/crenoterapia e yoga. O argumento defendido pelo ministro é que essas práticas são importantes na prevenção e promoção à saúde, ou seja, que se pode economizar verbas públicas ao evitar que as pessoas fiquem doentes. Leia mais